quarta-feira, 13 de abril de 2016

Relato II / Teoria da felicidade

"Chorei. Nunca vou conseguir me aceitar, gostar de mim mesma e viver em paz. Essa paranóia me consome por dentro, esse nó no peito que me sufoca cada vez que eu percebo que sou eu mesma. Queria nascer de novo. Queria que alguém pudesse me enxergar. Tenho nojo de quem me tornei. Tenho ódio de mim mesma. Do meu corpo. Dos meus defeitos. Das minhas fraquezas. Quero me destruir para acabar com esse sofrimento, porque eu sei que esse é o único jeito. Eu nunca vou melhorar. Nasci fadada ao fracasso." (08.01.2016 / Sexta-feira, 23:50)

Ando me sentindo depressiva, sem ânimo e extremamente irritada. Antes do tratamento, costumava me isolar em meu quarto durante dias, até que todo aquele sentimento repugnante fosse embora. Hoje em dia consigo enxergar a situação de outro ponto de vista, sei que não posso continuar agindo da mesma maneira, não posso me afastar das pessoas que amo. Aprendi que devemos canalizar nossa raiva em outra coisa, devemos cantar alto (mesmo se não souber a letra, a gente inventa), pintar com os dedos (se sentirmos vontade), dar cambalhotas, cozinhar, brincar de mãe-esconde e etc. Qualquer coisa que nos distraia. Qualquer coisa que você sinta vontade, porque é esse o intuito. Despertar o seu lado artístico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário